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LATAM estreia Embraer E195-E2 em oito rotas e abre quatro novos destinos no Brasil

LATAM estreia Embraer E195-E2 em oito rotas e abre quatro novos destinos no Brasil

**Primeiros jatos de fabricação brasileira começarão a operar em novembro de 2026. Até março de 2027, a companhia prevê empregar até 14 aeronaves em 42 ligações domésticas.**

A LATAM Airlines Brasil definiu a primeira etapa de operação dos novos Embraer E195-E2 no país.

Os jatos começarão a entrar na malha doméstica a partir de 30 de novembro de 2026 e serão utilizados para abrir oito rotas, incorporar quatro cidades inéditas à rede da companhia e ampliar frequências em mercados já atendidos.

Até março de 2027, a empresa espera receber entre 12 e 14 aeronaves do modelo. Essa frota inicial será distribuída por 42 rotas nacionais, conectando aeroportos de diferentes portes aos principais centros de conexão da LATAM no Brasil.

As vendas para os voos operados pelo E195-E2 começaram em 5 de agosto. A introdução das aeronaves será gradual, acompanhando o cronograma de entregas da Embraer e a preparação de tripulações, equipes de manutenção e estruturas aeroportuárias.

Quais serão as oito novas rotas da LATAM com o E195-E2?

As oito ligações serão inauguradas entre dezembro de 2026 e março de 2027.

A partir de dezembro de 2026

**São Paulo/Guarulhos–Rondonópolis**

A rota terá sete voos semanais, equivalente a uma frequência diária. Rondonópolis, em Mato Grosso, será um destino inédito na rede da LATAM.

**São Paulo/Guarulhos–Ji-Paraná**

A operação terá quatro voos semanais. Ji-Paraná, em Rondônia, também será incorporada pela primeira vez à malha da companhia.

**São Paulo/Guarulhos–Cabo Frio**

A ligação contará com quatro frequências semanais. Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, será outra nova base da LATAM.

A partir de fevereiro de 2027

**São Paulo/Guarulhos–Macaé**

A companhia realizará três voos semanais para Macaé, no norte fluminense, que passará a integrar sua rede doméstica.

**Brasília–Ribeirão Preto**

A ligação entre a capital federal e a cidade do interior paulista terá sete voos semanais.

**Porto Alegre–Campinas/Viracopos**

A rota contará com 14 voos por semana, representando, em média, duas frequências diárias.

A partir de março de 2027

**Curitiba–Londrina**

A operação terá 14 frequências semanais, criando uma ligação aérea regular entre dois importantes centros econômicos do Paraná.

**Curitiba–Cuiabá**

O trecho será atendido com sete voos semanais, conectando diretamente as capitais do Paraná e de Mato Grosso.

Quatro cidades serão inéditas na rede da companhia

Das oito novas rotas, quatro representam a entrada da LATAM em aeroportos que ainda não fazem parte de sua malha:

• Cabo Frio, no Rio de Janeiro;

• Ji-Paraná, em Rondônia;

• Macaé, no Rio de Janeiro;

• Rondonópolis, em Mato Grosso.

Com as inclusões, a LATAM afirma que passará a atender 67 destinos domésticos, o maior número de cidades brasileiras já alcançado pela empresa em sua história no país.

A diferença entre “oito novas rotas” e “quatro novos destinos” está na forma como a malha é contabilizada. Uma rota representa a ligação entre dois aeroportos. Já um novo destino significa que uma cidade ainda não era atendida pela companhia.

Brasília, Ribeirão Preto, Curitiba, Londrina, Cuiabá, Porto Alegre e Viracopos já fazem parte da rede da LATAM, mas passarão a contar com novas conexões diretas.

E195-E2 também aumentará frequências em rotas existentes

Os jatos não serão utilizados apenas na abertura de mercados. Parte da frota será direcionada a ligações já operadas pela companhia.

Entre os aumentos anunciados estão:

Guarulhos–Palmas

A rota receberá quatro voos semanais adicionais e passará a contar com 21 frequências por semana.

Guarulhos–Uberlândia

Serão acrescentados dois voos semanais, elevando a oferta para 28 frequências.

Guarulhos–Cascavel

A ligação receberá mais sete voos semanais, chegando a 21 frequências.

Guarulhos–Uberaba

A companhia adicionará um voo por semana, elevando o total para quatro frequências.

Rio de Janeiro/Galeão–Curitiba

A rota ganhará sete frequências semanais e passará a ter 21 voos por semana.

Porto Alegre–Curitiba

Serão acrescentados sete voos semanais, também levando a operação a 21 frequências.

O E195-E2 poderá ainda substituir temporária ou permanentemente aeronaves Airbus em determinados horários. Entre as ligações previstas na primeira fase estão voos de Guarulhos para Brasília, Belo Horizonte/Confins, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Vitória e Galeão, além do trecho entre Fortaleza e Recife.

Por que a LATAM escolheu o Embraer E195-E2?

A entrada do E195-E2 acrescenta uma faixa intermediária à frota doméstica da LATAM.

Os Airbus A319, A320 e A321 utilizados pela companhia possuem capacidades diferentes, mas são direcionados principalmente a mercados com volume maior de passageiros. Em algumas cidades, um avião de maior porte pode ser excessivo para a demanda disponível em determinados horários.

Com 136 assentos na configuração escolhida pela LATAM, o E195-E2 permite ajustar a capacidade oferecida sem abandonar o uso de aeronaves a jato.

Essa característica abre duas possibilidades principais:

Iniciar rotas com demanda ainda em desenvolvimento

Uma ligação nova pode não gerar, inicialmente, passageiros suficientes para sustentar um Airbus maior diariamente. O E195-E2 reduz o número de assentos que precisam ser vendidos para tornar o voo economicamente viável.

Dividir a oferta em mais horários

Em vez de concentrar os passageiros em uma única operação com avião maior, a companhia pode distribuir a capacidade em dois voos menores.

Essa estratégia pode melhorar as opções de horário e as conexões. Um passageiro poderá, por exemplo, viajar pela manhã ou à tarde, em vez de depender de uma única frequência diária.

O ganho não está apenas em transportar menos passageiros. Está em combinar a aeronave adequada com a demanda, o horário e a capacidade de conexão de cada mercado.

Como será a cabine do E195-E2 da LATAM?

Os jatos terão 136 assentos em configuração **2-2**, com duas poltronas de cada lado do corredor.

Isso significa que não haverá assento central. Todos os passageiros viajarão ao lado de uma janela ou do corredor, uma característica tradicional dos E-Jets da Embraer.

A cabine será dividida entre Economy e Premium Economy. A área premium terá configuração flexível, podendo ocupar entre oito e 28 assentos conforme a necessidade comercial de cada voo. Os demais lugares serão destinados à classe econômica.

As aeronaves também terão dois banheiros, instalados nas extremidades dianteira e traseira da cabine.

A LATAM anunciou ainda Wi-Fi gratuito para clientes cadastrados no LATAM Pass, conexões USB-C em todos os assentos e acesso ao sistema de entretenimento LATAM Play. A disponibilidade concreta dos serviços poderá depender da aeronave, do estágio de instalação e das condições operacionais de cada voo.

O que muda na Premium Economy?

A Premium Economy doméstica da LATAM não corresponde a uma poltrona estruturalmente diferente, como acontece em determinadas aeronaves de longo curso.

Nos voos nacionais, a companhia utiliza as primeiras fileiras da cabine e bloqueia o assento ao lado do passageiro. No E195-E2, que possui dois lugares de cada lado do corredor, isso permitirá que cada cliente da área premium viaje sem outro passageiro na poltrona adjacente.

Dependendo da configuração comercial, a cabine poderá ser ampliada ou reduzida antes do voo. Essa flexibilidade permite ajustar o número de lugares premium ao perfil de demanda de cada rota.

Uma aeronave menor, mas não exatamente um “jato regional”

O E195-E2 é frequentemente chamado de jato regional, mas essa definição não descreve completamente suas capacidades.

O modelo é a maior aeronave da família E-Jets E2. Possui corredor único, capacidade máxima certificada para até 146 passageiros e alcance de até 3 mil milhas náuticas, aproximadamente 5.556 quilômetros, dependendo da versão, do peso, das condições meteorológicas e das reservas operacionais.

A aeronave pode realizar voos de curta e média distância e atender ligações entre capitais, aeroportos regionais e grandes centros de conexão.

Sua velocidade máxima de cruzeiro é Mach 0,82, próxima à dos jatos maiores utilizados em rotas domésticas. O teto operacional chega a 41 mil pés, aproximadamente 12,5 quilômetros de altitude.

A Embraer informa que as atualizações mais recentes do modelo proporcionam consumo de combustível até 29% menor em comparação com os E-Jets da geração anterior. Esse dado é uma comparação com aeronaves Embraer mais antigas, e não significa necessariamente uma redução equivalente em relação a qualquer Airbus ou Boeing.

O papel dos aeroportos regionais

Cabo Frio, Ji-Paraná, Macaé e Rondonópolis possuem mercados e características diferentes.

Cabo Frio atende uma região de forte atividade turística. Macaé está relacionada à indústria de petróleo e gás. Ji-Paraná ocupa posição central em Rondônia e pode captar passageiros de diferentes municípios. Rondonópolis é um importante polo do agronegócio e da logística mato-grossense.

Para essas cidades, uma ligação com Guarulhos oferece mais do que acesso direto a São Paulo. O aeroporto paulista funciona como o principal centro de conexões da LATAM no país.

A partir de Guarulhos, passageiros poderão seguir para outros destinos nacionais e internacionais, desde que os horários sejam coordenados e os bilhetes permitam a conexão.

A viabilidade das rotas, porém, dependerá da procura. Oferta inicial, frequência e tipo de aeronave podem ser ajustados de acordo com ocupação, sazonalidade, custos e desempenho comercial.

Curitiba ganha papel importante na primeira fase

Curitiba será uma das principais bases da nova operação.

Além das ligações inéditas com Londrina e Cuiabá, o E195-E2 será utilizado em trechos entre a capital paranaense e Guarulhos, Galeão, Porto Alegre e Brasília.

A rota Curitiba–Londrina chama atenção por restabelecer uma conexão aérea dentro do Paraná com duas frequências diárias previstas.

Em viagens rodoviárias, a distância entre as cidades pode exigir várias horas. O voo reduz significativamente o tempo de deslocamento, embora o passageiro também precise considerar chegada antecipada ao aeroporto, inspeção de segurança e transporte terrestre nas duas pontas.

A operação poderá atender viajantes corporativos, profissionais de saúde, estudantes e passageiros conectando-se a outros destinos.

Porto Alegre e Viracopos terão ligação direta

A rota entre Porto Alegre e Campinas/Viracopos terá 14 frequências semanais a partir de fevereiro de 2027.

Viracopos é um aeroporto estratégico para o interior paulista e está localizado próximo a importantes centros industriais, tecnológicos e logísticos.

A ligação permitirá que passageiros do Rio Grande do Sul cheguem diretamente à região de Campinas sem passar por Guarulhos ou Congonhas.

A entrada da LATAM nesse trecho também ampliará a concorrência, especialmente porque Viracopos é o principal centro operacional da Azul.

A presença do E195-E2 mostra que o modelo não será empregado apenas em aeroportos pequenos. Ele também poderá ser utilizado em rotas competitivas entre grandes mercados, quando sua capacidade e seus custos forem considerados adequados.

Pedido pode chegar a 74 aeronaves

A LATAM realizou um pedido firme de 24 Embraer E195-E2 e assegurou opções de compra para outras 50 unidades.

Caso todas as opções sejam exercidas, a operação poderá chegar a 74 aeronaves. As opções, entretanto, não representam encomendas confirmadas. A companhia ainda poderá decidir se comprará os aviões adicionais, em quais quantidades e em qual cronograma.

O contrato firme foi avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões com base nos preços de lista divulgados na época. Valores efetivamente pagos por companhias aéreas normalmente incluem condições comerciais confidenciais e podem ser diferentes dos preços oficiais de catálogo.

As entregas dos 24 jatos confirmados começam no segundo semestre de 2026. Até março de 2027, a LATAM pretende concluir a incorporação do primeiro grupo de até 14 unidades.

A Embraer volta ao centro da expansão doméstica

A escolha da Embraer possui relevância industrial para o Brasil.

Os E195-E2 são produzidos em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A encomenda envolve a fabricante, fornecedores, centros de manutenção, treinamento e uma cadeia de empresas ligadas ao setor aeronáutico.

A operação também representa uma mudança na estratégia de frota da LATAM Brasil. Nos últimos anos, a malha doméstica da empresa foi estruturada principalmente ao redor da família Airbus A320.

A inclusão do E195-E2 introduz um segundo fabricante na operação de corredor único. Isso aumenta a complexidade, pois exige pilotos habilitados, estoque de peças, ferramentas, simuladores, procedimentos e profissionais de manutenção específicos.

Em contrapartida, oferece uma aeronave ajustada a mercados nos quais os Airbus podem disponibilizar capacidade superior à demanda.

Até 18 destinos estão em estudo para a segunda fase

A primeira etapa não encerra o plano de expansão.

A LATAM estuda até 18 destinos adicionais para uma segunda fase em 2027. Essas cidades ainda não foram confirmadas e não devem ser tratadas como rotas anunciadas.

A definição dependerá de fatores como:

• demanda estimada;

• capacidade dos aeroportos;

• disponibilidade das aeronaves;

• incentivos regionais;

• custos operacionais;

• possibilidade de conexão com a malha existente;

• desempenho das primeiras rotas.

A empresa deverá receber as dez aeronaves restantes do pedido firme depois da incorporação do grupo inicial. A partir desse avanço, poderá decidir onde ampliar a presença do E195-E2.

Impactos para os passageiros

A chegada do novo modelo terá efeitos diferentes conforme a rota.

Mais cidades conectadas

Passageiros de quatro municípios ganharão acesso direto à rede da LATAM.

Ausência de assento central

A configuração 2-2 oferece apenas lugares na janela ou no corredor.

Mais opções de horário

Em alguns mercados, aviões menores permitirão dividir a oferta em mais frequências.

Novas conexões

Rotas para Guarulhos e Brasília poderão facilitar viagens para outros destinos nacionais e internacionais.

Troca de aeronave

Passageiros acostumados com Airbus poderão encontrar o Embraer em ligações já existentes. O modelo indicado na reserva pode mudar por razões operacionais, como ocorre normalmente na aviação comercial.

A ampliação da oferta também poderá aumentar a concorrência, mas não garante automaticamente passagens mais baratas. Os preços continuarão variando conforme demanda, antecedência, época do ano, disponibilidade e estratégia comercial.

Próximos passos

A primeira aeronave já avança na linha de montagem da Embraer, incluindo a instalação dos motores Pratt & Whitney PW1900G.

Antes do início dos voos comerciais, cada avião deverá passar por etapas de montagem final, testes de sistemas, voos de produção, documentação, aceitação e entrega.

A LATAM também precisa concluir o treinamento de pilotos, comissários, mecânicos, despachantes e equipes de solo.

Nos aeroportos, será necessário validar procedimentos de atendimento, abastecimento, carregamento de bagagens, equipamentos de apoio e estacionamento.

Os primeiros voos a partir de 30 de novembro servirão como início da introdução operacional. A expansão continuará durante dezembro, fevereiro e março, acompanhando a chegada das demais unidades.

Conclusão

A entrada do Embraer E195-E2 representa uma das mudanças mais importantes na estratégia doméstica recente da LATAM.

Com 136 assentos, cabine sem lugares centrais e custos ajustados ao segmento de menor capacidade, o jato permitirá abrir cidades, aumentar frequências e testar mercados que poderiam não sustentar aeronaves maiores nos mesmos horários.

As oito rotas anunciadas mostram que a companhia pretende utilizar o modelo de diferentes formas: conectar aeroportos regionais a Guarulhos, criar ligações entre capitais e cidades do interior e competir em mercados consolidados como Porto Alegre–Viracopos.

Para a Embraer, o acordo fortalece a presença do E195-E2 no mercado brasileiro. Para a LATAM, a aeronave oferece uma nova ferramenta para expandir a malha sem depender exclusivamente de jatos maiores.

O resultado prático será medido pela regularidade das entregas, pela ocupação dos voos e pela capacidade de transformar as quatro novas bases em operações permanentes.

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