curiosos-do-ceu

TAM Aviação Executiva alcança Stage 3 nas certificações IS-BAO e IS-BAH

TAM Aviação Executiva alcança Stage 3 nas certificações IS-BAO e IS-BAH

**Empresa avança ao nível máximo dos programas internacionais que avaliam a maturidade da gestão de segurança em operações de voo e serviços aeroportuários da aviação executiva.**

A TAM Aviação Executiva alcançou o Stage 3 das certificações IS-BAO e IS-BAH, programas internacionais voltados às melhores práticas da aviação executiva. O novo estágio reconhece que os processos de segurança da empresa estão integrados às decisões operacionais, técnicas e administrativas, com mecanismos permanentes de acompanhamento e melhoria.

O IS-BAO avalia as operações de voo, enquanto o IS-BAH é direcionado aos serviços prestados em solo, incluindo atendimento de aeronaves, movimentação no pátio, hangaragem e resposta a emergências.

Segundo a TAM Aviação Executiva, a companhia tornou-se a primeira organização brasileira a alcançar o IS-BAH Stage 3 e a única da América Latina a reunir o nível máximo nos dois programas simultaneamente.

A conquista foi anunciada em 6 de julho de 2026 e representa uma nova etapa no processo iniciado pela empresa em 2022, quando foram obtidos os primeiros registros nos padrões internacionais.

O que significam IS-BAO e IS-BAH

As duas certificações são administradas pelo International Business Aviation Council, organização internacional dedicada ao desenvolvimento de padrões e práticas para a aviação executiva.

Embora sejam complementares, elas avaliam áreas diferentes.

IS-BAO avalia as operações de voo

IS-BAO é a sigla de *International Standard for Business Aircraft Operations*, ou Padrão Internacional para Operações de Aeronaves Executivas.

O programa analisa a forma como o operador estrutura e executa suas atividades de voo. Entre os temas avaliados estão:

• gerenciamento de segurança;

• planejamento operacional;

• treinamento das equipes;

• procedimentos padronizados;

• gestão de riscos;

• resposta a emergências;

• controle de documentação;

• avaliação de mudanças operacionais;

• acompanhamento do desempenho de segurança.

O padrão pode ser aplicado tanto a operadores com uma única aeronave quanto a organizações responsáveis por frotas maiores e operações internacionais.

O objetivo não é impor um único método de trabalho. Cada empresa pode desenvolver procedimentos adequados ao tamanho e à complexidade de sua operação, desde que demonstre que os riscos são identificados, analisados e controlados.

IS-BAH examina os serviços em solo

IS-BAH significa *International Standard for Business Aircraft Handling*, ou Padrão Internacional para Atendimento em Solo de Aeronaves Executivas.

A certificação é destinada às organizações que prestam serviços aeroportuários para esse segmento, normalmente chamadas de FBOs.

FBO é a sigla de *Fixed-Base Operator*. Na prática, trata-se de uma estrutura que oferece apoio a aeronaves, passageiros e tripulações em determinado aeroporto.

A avaliação pode abranger:

• recepção e orientação de aeronaves;

• estacionamento no pátio;

• reboque e movimentação em solo;

• apoio ao abastecimento;

• fornecimento de energia elétrica externa;

• carregamento de bagagens;

• atendimento aos passageiros;

• coordenação de serviços;

• prevenção de objetos estranhos no pátio;

• hangaragem;

• comunicação entre equipes;

• resposta a emergências.

Essas atividades ocorrem quando a aeronave está em solo, mas continuam fazendo parte da segurança operacional.

Uma colisão durante o reboque, um equipamento posicionado incorretamente ou uma falha de comunicação no pátio podem causar danos, atrasos e riscos às pessoas envolvidas.

O que representa o Stage 3

Os programas IS-BAO e IS-BAH possuem três estágios principais de maturidade.

Stage 1: estrutura inicial

O primeiro estágio confirma que a organização criou a infraestrutura necessária para seu Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional.

Isso envolve políticas, responsabilidades, manuais, mecanismos de identificação de perigos e processos básicos de controle.

A existência dos documentos, entretanto, é apenas o começo. A organização ainda precisa demonstrar que os procedimentos funcionam na prática.

Stage 2: riscos administrados

No segundo estágio, a auditoria verifica se os processos implantados estão sendo utilizados de maneira efetiva.

A empresa precisa demonstrar que identifica riscos, acompanha resultados, realiza treinamentos, investiga desvios e adota medidas corretivas.

O foco deixa de estar apenas na criação do sistema e passa para sua aplicação cotidiana.

Stage 3: segurança integrada à organização

O Stage 3 é o nível mais avançado dos dois programas.

Ele verifica se a gestão de segurança está plenamente integrada ao funcionamento da empresa e se uma cultura positiva é mantida ao longo do tempo.

Nesse estágio, a segurança não deve depender apenas de um manual, de um setor específico ou da proximidade de uma auditoria. Ela precisa influenciar decisões sobre pessoas, equipamentos, treinamento, planejamento, investimentos e mudanças operacionais.

A organização também deve demonstrar capacidade de acompanhar indicadores, reconhecer tendências e agir antes que um problema resulte em uma ocorrência.

O que é um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional

O Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional é conhecido internacionalmente pela sigla SMS, de *Safety Management System*.

O SMS organiza a maneira como uma empresa identifica perigos e reduz riscos.

Ele normalmente reúne quatro grandes áreas:

1. política e responsabilidades de segurança;

2. gerenciamento de riscos;

3. garantia e acompanhamento do desempenho;

4. treinamento e promoção da cultura de segurança.

Um sistema maduro não trabalha apenas depois que um problema acontece.

Relatos das equipes, resultados de auditorias, ocorrências menores, alterações de procedimento e indicadores operacionais podem revelar sinais de risco antes de um evento mais grave.

Cultura de reporte

Um dos elementos importantes do SMS é a cultura de reporte.

Funcionários precisam ter meios para comunicar erros, condições inseguras e situações que poderiam resultar em incidentes.

Esse processo funciona melhor quando a organização diferencia falhas não intencionais de violações deliberadas e evita transformar toda comunicação de segurança em punição automática.

O objetivo é obter informações confiáveis para corrigir vulnerabilidades.

Isso não significa eliminar responsabilidades. Condutas intencionais, imprudentes ou contrárias às regras continuam sujeitas às medidas previstas pela empresa e pela legislação.

Auditorias avaliaram voo e atendimento em solo

Para alcançar o Stage 3, a TAM Aviação Executiva passou por auditorias relacionadas às duas áreas.

Nas operações de voo, a avaliação considerou aspectos como planejamento, gerenciamento de riscos, treinamento, liderança, manutenção e integração do sistema de segurança às decisões da empresa.

Nos serviços em solo, foram examinados processos relacionados à movimentação de aeronaves, atendimento aeroportuário, hangaragem, equipamentos de apoio, comunicação entre equipes e resposta a emergências.

A auditoria também avaliou a capacidade da organização de administrar mudanças.

Esse ponto é relevante porque alterações aparentemente simples podem introduzir novos riscos.

A abertura de uma base, a aquisição de um equipamento, a adoção de um sistema digital, a mudança de fornecedor ou a entrada de um novo tipo de aeronave precisam ser analisadas antes da implementação.

Evolução começou em 2022

A trajetória da TAM Aviação Executiva nos programas internacionais começou em 2022.

Naquele ano, a empresa alcançou os primeiros estágios do IS-BAO e do IS-BAH.

Em abril de 2024, avançou ao Stage 2 do IS-BAH. Dois meses depois, em junho, obteve o segundo estágio do IS-BAO.

A chegada ao Stage 3 em 2026 indica que a empresa passou por um processo progressivo de implementação, medição e amadurecimento do sistema.

A sequência também demonstra uma característica importante das certificações: o estágio máximo não é normalmente alcançado apenas com a criação de manuais.

É necessário acumular registros e evidências que mostrem o funcionamento contínuo dos processos.

Certificação não substitui a ANAC

As certificações do IBAC são padrões voluntários da indústria.

Elas não substituem as autorizações, licenças e fiscalizações obrigatórias conduzidas pela Agência Nacional de Aviação Civil.

Para operar táxi aéreo, administrar aeronaves, realizar manutenção ou prestar determinados serviços, uma empresa precisa cumprir os regulamentos brasileiros aplicáveis a cada atividade.

Isso pode envolver:

• certificação do operador;

• especificações operativas;

• licenças e habilitações de tripulantes;

• certificados de aeronavegabilidade;

• programas de manutenção;

• homologação de oficinas;

• registros das aeronaves;

• regras de jornada e treinamento;

• requisitos aeroportuários.

O IS-BAO e o IS-BAH acrescentam uma camada internacional de avaliação das práticas organizacionais, mas não funcionam como autorização governamental para operar.

O reconhecimento garante que não haverá ocorrências?

Não.

Nenhuma certificação pode garantir risco zero ou assegurar que uma empresa nunca enfrentará um incidente.

A aviação envolve máquinas, pessoas, condições meteorológicas, infraestrutura e decisões operacionais. Mesmo organizações com sistemas maduros continuam expostas a riscos.

O valor do Stage 3 está na demonstração de que a empresa possui ferramentas estruturadas para identificar perigos, controlar riscos e aprender com os próprios resultados.

A certificação também não deve ser usada isoladamente para afirmar que uma empresa é absolutamente mais segura do que todas as concorrentes.

Uma comparação responsável exigiria dados equivalentes sobre exposição ao risco, quantidade de voos, horas operadas, tipos de missão, ocorrências, auditorias e estrutura de cada organização.

Por que as operações em solo exigem atenção

Para quem observa a aviação apenas pelo voo, os serviços de solo podem parecer uma atividade secundária.

Na realidade, uma aeronave passa por uma sequência complexa de procedimentos antes de decolar.

Veículos se aproximam para levar bagagens, fornecer energia, realizar limpeza, transportar passageiros, rebocar o avião ou apoiar o abastecimento.

Cada movimentação precisa respeitar distâncias, velocidades, áreas de segurança e comunicação entre os profissionais.

Objetos estranhos no pátio

Um dos riscos conhecidos é o FOD, sigla para *Foreign Object Debris*.

O termo representa objetos estranhos encontrados em áreas operacionais, como peças, pedras, ferramentas ou fragmentos de materiais.

Esses objetos podem danificar pneus, atingir a estrutura ou ser aspirados pelos motores.

A prevenção depende de inspeções, organização, treinamento e disciplina operacional.

Reboque de aeronaves

O reboque também exige planejamento.

Cada aeronave possui limites específicos de giro e pontos adequados para conexão do equipamento. Uma manobra executada incorretamente pode danificar o trem de pouso ou provocar colisões com hangares, veículos e outras aeronaves.

O IS-BAH ajuda a padronizar a forma como esses riscos são administrados.

Impacto para clientes da aviação executiva

Para o cliente, o reconhecimento oferece uma referência adicional sobre os processos adotados pela empresa.

Isso pode ser relevante para departamentos de viagem corporativa, proprietários de aeronaves, gestores de frota, seguradoras e empresas que contratam voos fretados.

Algumas organizações internacionais incluem certificações desse tipo entre seus critérios para selecionar fornecedores.

O Stage 3 pode facilitar avaliações de conformidade e demonstrar que a organização passou por uma auditoria independente baseada em um padrão reconhecido no setor.

Ainda assim, o contratante deve observar outros aspectos, como:

• autorizações regulatórias;

• experiência da tripulação;

• modelo e condição da aeronave;

• cobertura de seguro;

• histórico operacional;

• manutenção;

• adequação do avião à missão;

• condições do contrato.

A certificação é uma informação importante, mas não deve ser o único critério de decisão.

TAM Aviação Executiva reúne diferentes áreas do setor

A TAM Aviação Executiva teve origem no Táxi Aéreo Marília e completou 65 anos de atuação em 2026.

A empresa trabalha em diferentes frentes da aviação geral e executiva, incluindo fretamento, gerenciamento e administração de aeronaves, atendimento aeroportuário, hangaragem, manutenção, treinamento e comercialização de aviões e helicópteros.

Essa variedade ajuda a explicar a busca pelas duas certificações.

O IS-BAO cobre a área responsável pela operação de voo, enquanto o IS-BAH alcança os serviços prestados às aeronaves em solo.

A obtenção simultânea do Stage 3 indica a tentativa de aplicar uma estrutura comum de segurança entre setores com funções diferentes.

Impacto para o mercado brasileiro

A aviação executiva brasileira atende deslocamentos corporativos, atividades industriais, agronegócio, serviços médicos, transporte para regiões remotas e missões que não se encaixam na malha regular das companhias aéreas.

Nesse ambiente, padrões internacionais podem contribuir para aproximar procedimentos adotados no Brasil daqueles utilizados por operadores e prestadores de serviço em outros países.

Essa padronização também é importante para aeronaves estrangeiras que chegam ao país.

Tripulações internacionais precisam encontrar procedimentos previsíveis ao contratar serviços de solo, abastecimento, hangaragem e apoio operacional.

A certificação não elimina diferenças entre aeroportos ou empresas, mas oferece uma referência comum para a organização dos processos.

Próximos passos

A obtenção do Stage 3 não encerra o trabalho de segurança.

A empresa precisará manter os processos ativos, acompanhar indicadores e passar por avaliações periódicas para conservar o registro.

Entre os pontos que deverão continuar sendo monitorados estão:

• efetividade dos treinamentos;

• funcionamento dos canais de reporte;

• tratamento de ocorrências e desvios;

• manutenção dos equipamentos de solo;

• desempenho de fornecedores;

• gestão de mudanças;

• atualização dos manuais;

• resultados das auditorias internas;

• resposta a emergências;

• evolução dos indicadores de segurança.

O verdadeiro teste de um sistema maduro ocorre entre as auditorias, durante a rotina normal da organização.

Conclusão

A chegada da TAM Aviação Executiva ao Stage 3 dos programas IS-BAO e IS-BAH representa um avanço relevante para a empresa e para o setor brasileiro de aviação executiva.

O reconhecimento indica que os processos de segurança foram além da fase de implantação e passaram a integrar o funcionamento cotidiano das operações de voo e dos serviços em solo.

Isso não significa ausência de riscos, superioridade automática sobre concorrentes ou substituição das exigências da ANAC.

O valor das certificações está na existência de uma estrutura auditada de identificação de perigos, acompanhamento de resultados e melhoria contínua.

Na aviação, a segurança não é um estágio que se alcança e permanece inalterado. É um processo que precisa ser demonstrado novamente todos os dias.

---

**Meta description:** TAM Aviação Executiva alcança Stage 3 nas certificações IS-BAO e IS-BAH, voltadas à gestão de segurança em voo e atendimento de solo.

**Slug sugerido:** `tam-aviacao-executiva-stage-3-is-bao-is-bah`

**Tags:** TAM Aviação Executiva, IS-BAO, IS-BAH, IBAC, aviação executiva, segurança operacional, SMS, FBO, atendimento aeroportuário, táxi aéreo