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A Anthropic solta plug-ins enterprise, Goldman Sachs solta bomba: investimentos em IA deram **basicamente zero** de tração no PIB dos EUA em 2025

A Anthropic solta plug-ins enterprise, Goldman Sachs solta bomba: investimentos em IA deram **basicamente zero** de tração no PIB dos EUA em 2025

O Goldman Sachs acaba de jogar água fria no hype macroeconômico da IA. Segundo cálculos do chief economist Jan Hatzius e da equipe, os **centenas de bilhões** despejados em infraestrutura de inteligência artificial (data centers, GPUs, chips) contribuíram com **praticamente zero** para o crescimento do PIB real dos Estados Unidos em 2025.

O número circula forte: impacto “basically zero”.

Por quê? Porque a maior fatia desse capex vai para **importações** — principalmente semicondutores e equipamentos de alta tecnologia fabricados fora dos EUA (Taiwan, Coreia do Sul, etc.). No cálculo do PIB, investimentos brutos somam, mas importações líquidas subtraem. O efeito multiplicador doméstico fica mínimo.

O que mudou na prática?

Narrativa dominante em 2025: “IA está salvando a economia americana”. Relatórios iniciais (Fed de St. Louis, alguns analistas) apontavam que componentes relacionados a IA respondiam por 30–40% do crescimento trimestral em certos períodos. Wall Street e Washington compraram a ideia: o boom de capex tech seria o novo motor, compensando fraqueza em outros setores.

Goldman Sachs revisita os dados com ajuste rigoroso por importações e conclui o oposto: o impacto líquido é insignificante. De um crescimento anual estimado em torno de 2,2%, algo como 0,2% (ou menos) viria desse investimento — o resto veio de consumo pessoal sólido, serviços e outros drivers tradicionais.

Outros bancos (Morgan Stanley, JPMorgan) ecoam tom semelhante: o efeito foi superestimado por análises iniciais que ignoravam o vazamento via balança comercial.

Mergulho profundo 1: o buraco negro das importações e o timing da produtividade

O capex em IA é real e colossal — estimativas falam em US$ 150–200 bilhões só nos EUA em 2025, puxado por big techs. Mas esse dinheiro compra hardware importado em larga escala.

No modelo de contabilidade nacional, isso infla o investimento bruto, mas o componente importado reduz o PIB líquido. Resultado: crescimento “aparente” que some no ajuste.

Mais grave: a produtividade real (output por hora trabalhada) ainda não reflete ganhos mensuráveis da IA em escala macro. A tecnologia está na fase de **infraestrutura pesada** (treinamento de modelos, data centers), não na fase de **aplicação difusa** que gera eficiência em massa. Economistas como Daron Acemoglu e outros já alertavam: ganhos de produtividade da IA podem demorar 5–10 anos para aparecer em estatísticas agregadas.

Hipótese da equipe (rotulada como tal): o “efeito zero” de 2025 pode ser temporário. A partir de 2027–2028, com adoção mais ampla em setores não-tech, o impacto no PIB pode subir para 1–1,5 ponto percentual anual — mas só se a difusão for rápida e os ganhos de eficiência superarem os custos de transição (deslocamento laboral, energia, regulação).

Mergulho profundo 2: o risco de narrativa versus realidade

O hype macro de IA criou uma ilusão conveniente: “não precisamos nos preocupar com desaceleração, a IA cuida disso”. Isso ajudou a sustentar valuations elevadas em tech e otimismo geral.

Agora, com o Goldman Sachs explicitando “misreporting” (informação distorcida), o mercado precisa recalibrar expectativas. Se o crescimento de 2025 foi sustentado por consumo (e não por IA), qualquer fraqueza no consumo pessoal pode expor vulnerabilidades que o capex tech não cobre.

Outro ponto subestimado: o custo de oportunidade. Trilhões em capex global em IA significam menos investimento em outras áreas (infraestrutura tradicional, saúde, educação). Se a produtividade não vier na velocidade esperada, esse desvio pode pesar no longo prazo.

Mergulho profundo 3: implicações para 2026 e além

• Empresas: pressão para mostrar ROI rápido. Capex bilionário sem contrapartida macro imediata aumenta escrutínio de boards e investidores.

• Reguladores e Fed: menos urgência para afrouxar política monetária “por causa da IA”. O crescimento não depende tanto dela quanto se pensava.

• Mercados: possível correção em narrativas de “IA salva tudo”. Valuations que embutem produtividade explosiva podem ajustar para baixo se os dados de 2026 continuarem fracos.

Análise da equipe

O Goldman Sachs está certo ao questionar o exagero — ajustes por importações e timing são cruciais em análises macro. Mas descartar completamente o potencial transformador da IA seria o outro extremo. Estamos no meio do ciclo de investimento em infraestrutura; os frutos de produtividade vêm depois, como aconteceu com eletricidade, computadores pessoais e internet.

O que ninguém discute ainda: o custo energético e geopolítico dessa infraestrutura. Data centers consomem energia equivalente a cidades médias; dependência de chips asiáticos cria riscos de suprimento. Se o impacto macro demorar, esses custos reais podem virar dor de cabeça antes dos benefícios.

Conclusão

2025 mostrou que IA pode sugar trilhões em capex sem mover o ponteiro do PIB de forma visível — pelo menos no curto prazo. Não é o fim da história, é o capítulo da construção pesada. Quem espera milagres macro imediatos vai se decepcionar; quem entende ciclos tecnológicos sabe que a paciência (e o ajuste de expectativas) é parte do jogo.

(Se o “basicamente zero” virar meme de 2026, pelo menos servirá para lembrar: hype macro é ótimo para headlines, péssimo para decisões estratégicas.)