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CEO da DeepMind afirma que IA não causará colapso no emprego — mas alerta para riscos globais do mau uso

CEO da DeepMind afirma que IA não causará colapso no emprego — mas alerta para riscos globais do mau uso

Londres — 5 de junho de 2025. Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e ao crescente debate sobre seus impactos sociais, Demis Hassabis, CEO da DeepMind, braço de pesquisa em IA do Google, declarou que o maior risco da tecnologia não está na extinção de empregos, mas em seu uso impróprio. A declaração foi feita durante uma entrevista no SXSW London, evento que reuniu especialistas, inovadores e reguladores para discutir o futuro digital do planeta.

Embora alguns líderes do setor — como o CEO da Anthropic — tenham soado o alarme sobre a possível eliminação de até 50% dos empregos administrativos, Hassabis adotou uma perspectiva mais estratégica. Para ele, o foco da preocupação deve recair sobre quem controla as ferramentas, e não apenas sobre o que elas são capazes de fazer.

“Minha preocupação não é se a IA vai substituir o trabalho humano, mas o que acontece quando essas capacidades caem em mãos erradas”, afirmou.

Hassabis defende a ideia de que sistemas de IA geral, capazes de agir com alto grau de autonomia, devem ter uso restrito a operadores éticos e supervisionados. Ele alertou para a possibilidade de atores mal-intencionados manipularem tais sistemas para desinformação, ciberataques ou fins políticos — cenários que já estão, em parte, se concretizando.

⚠️ IA, segurança nacional e o papel da regulamentação

O executivo citou exemplos concretos, como a produção de mensagens falsas imitando comunicações oficiais por hackers, o uso de IA para gerar deepfakes pornográficos, e os impactos disso na confiança pública. Um relatório recente do Departamento de Estado dos EUA confirmou que a IA pode representar ameaças reais à segurança nacional, recomendando marcos regulatórios mais robustos e internacionais.

Hassabis defende a criação de um acordo global sobre princípios éticos e operacionais da IA, mesmo reconhecendo os entraves diplomáticos. Segundo ele, a evolução exponencial da tecnologia tornará inevitável uma coordenação internacional semelhante à que existe em áreas como armamento nuclear e biotecnologia.

🤖 IA como aliada cotidiana — e não como substituta humana

Apesar das preocupações, o CEO da DeepMind também apresentou um cenário otimista. Ele visualiza um futuro em que “agentes inteligentes” estarão presentes em tarefas cotidianas, organizando compromissos, criando documentos, respondendo e-mails e até auxiliando em diagnósticos médicos — sempre como extensões da capacidade humana, e não substituições completas.

A própria Google já caminha nessa direção com assistentes integrados, IA nos óculos inteligentes e funcionalidades avançadas em suas ferramentas de busca. Hassabis reconhece que transformações no mercado de trabalho são inevitáveis, mas acredita que a IA abrirá novas oportunidades, setores e formas de produtividade.

“Não se trata de extinção de empregos, mas de reconfiguração das habilidades humanas e redistribuição dos ganhos gerados pela tecnologia.”

🌐 Conclusão

As declarações de Demis Hassabis reforçam uma visão que vem ganhando força no ecossistema tecnológico: a IA, por si só, não é nem solução mágica, nem ameaça existencial — tudo dependerá de como ela será usada, por quem, e sob quais regras.

No epicentro desse debate, estão a urgência da regulamentação, a responsabilidade ética dos desenvolvedores e a preparação da sociedade para um novo ciclo de revolução digital.