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Eduardo Saverin: O Brasileiro Que Saiu do Facebook, Mas Nunca do Jogo dos Bilhões

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Já se passaram 20 anos desde que Eduardo Saverin, cofundador brasileiro do Facebook, deixou a empresa que moldaria o destino das redes sociais — e, ironicamente, da sua própria fortuna. Hoje, em 2025, ele é o homem mais rico do Brasil, com um patrimônio estimado em R$ 227 bilhões, segundo a Forbes. Tudo isso mantendo distância da administração da Meta desde 2005.
Do 65% ao 5%: Como Se Perde Uma Rede (E Ganha Um Império)
Saverin conheceu Mark Zuckerberg em Harvard e foi o primeiro a investir no Facebook, colocando US$ 15 mil para que a ideia saísse do papel. Ele cuidava da parte de negócios enquanto Zuckerberg tocava o desenvolvimento técnico.
Mas as diferenças logo apareceram: Zuckerberg queria mover a empresa para Delaware (terra das leis corporativas “amigáveis”), enquanto Saverin ficava cada vez mais distante das decisões do dia a dia. Resultado? Sua participação, que era de 65%, foi diluída para menos de 10% em questão de meses.
O detalhe cruel: Zuckerberg chegou a mandar e-mails para advogados perguntando como fazer isso sem que Saverin percebesse o tamanho da rasteira.
O Acordo de Ouro
O duelo jurídico parecia roteiro de novela: processo vai, contra-ataque vem. Até que, em um acordo histórico, Saverin garantiu 5% de participação no Facebook. Esse pedacinho virou mina de ouro quando a empresa abriu capital em 2011.
De lá pra cá, a valorização da Meta fez a fortuna de Saverin explodir. Só no último ano, o crescimento foi de 45,5%, impulsionado pela alta de 33% das ações da empresa.
Da Rede Social ao Capital de Risco
Saverin não ficou parado: em 2016 fundou a B Capital, gestora de capital de risco focada em startups com potencial global. É como se tivesse trocado os feeds de gatinho por planilhas de unicórnios.
Desde 2012, ele vive em Singapura, após renunciar à cidadania americana — uma decisão estratégica para aliviar a mordida do fisco dos EUA sobre seu patrimônio.
Zuckerberg x Saverin: Dois Caminhos, Uma História
Enquanto Zuckerberg seguiu como CEO da Meta, dominando os algoritmos e os data centers do planeta, Saverin preferiu ser o investidor discreto que não aparece em palco, mas sempre no ranking da Forbes.
A saída do brasileiro foi eternizada no filme “A Rede Social” (2010), com Andrew Garfield interpretando sua versão “traída”. Mas a vida real foi menos drama hollywoodiano e mais cálculo matemático: no fim, 5% de um império valem muito mais do que 65% de uma startup em guerra.
Análise da Equipe Pixbugtech
Saverin é o exemplo clássico de que, em tecnologia, às vezes perder a cadeira de CEO pode ser o melhor negócio da sua vida. Ele saiu “humilhado” da mesa de Zuckerberg, mas ficou com o suficiente para nunca mais precisar disputar uma reunião.
Traduzindo: Saverin não é só o cofundador esquecido do Facebook. Ele é o cara que transformou uma queda em alavanca, e hoje vive em Singapura rindo enquanto o saldo bancário cresce sozinho.
💡 Moral da história: às vezes perder o trono é o caminho mais rápido para construir o castelo inteiro.