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Por que o HD é sempre a letra C:? Uma herança que vem dos tempos do disquete

📸 Imagem da Manchete Sugerida: Dois disquetes sorrindo com crachás “A:” e “B:” barrando a entrada de um HD novinho com crachá “C:”, enquanto Bill Gates assina um contrato ao fundo.
O hábito que você nem percebe, mas segue todo dia
Você liga o PC, abre o explorador de arquivos… e lá está ele: Disco Local (C:).
Pouca gente pensa nisso, mas essa letra não é aleatória e carrega mais de 40 anos de história da computação.
A era dos disquetes: onde tudo começou
Nos anos 80, antes dos HDs virarem comuns, os computadores pessoais dependiam dos drives de disquete.
A: sempre era a unidade principal de disquete.
B: ficava para o segundo drive (em máquinas mais parrudas).
Quando os primeiros discos rígidos chegaram, as letras A: e B: já estavam “reservadas”. O próximo nome disponível na sequência alfabética? C:.
E assim, sem muita cerimônia, nasceu um padrão que atravessou décadas.
O culpado verdadeiro: CP/M
A convenção de letras para identificar unidades não começou no MS-DOS, mas no CP/M (Control Program for Microcomputers), sistema operacional popular nos anos 70.
Quando a IBM decidiu lançar seu PC em 1981, Bill Gates comprou o QDOS, um clone do CP/M, adaptou, rebatizou como MS-DOS e manteve a lógica das letras — garantindo compatibilidade e familiaridade para quem já usava CP/M.
A jogada que mudou tudo
O contrato entre Microsoft e IBM tinha uma cláusula decisiva:
A Microsoft venderia o MS-DOS para a IBM.
Mas também poderia licenciar para outros fabricantes.
O resultado? O padrão A:, B:, C: espalhou-se pelo mundo junto com o PC compatível.
Por que não mudar até hoje?
Mesmo sem drives de disquete há décadas, o Windows preserva A: e B: como “territórios históricos”.
Tecnicamente, você pode atribuir essas letras a outros dispositivos, mas quase ninguém faz isso. É tradição nerd — e mudar poderia quebrar programas antigos que “esperam” o sistema no C:.
Curiosidades extras para puxar papo com o tio da TI
Em servidores, o sistema pode até iniciar de D:, E: ou outra letra, mas o C: ainda é o padrão esperado.
Sistemas Unix/Linux não usam letras, mas sim uma estrutura de diretórios montados.
Algumas empresas, por pura nostalgia, ainda mantêm um drive virtual “A:” para teste.
Conclusão
O seu C: é mais do que um pedaço de disco rígido. É um fóssil vivo da era dos disquetes, do CP/M e de uma jogada de negócios que ajudou a transformar a Microsoft na gigante que conhecemos.
Da próxima vez que clicar nele, lembre-se: você está acessando um pedaço da história.
📻 Rádio PixBugTech – Encerramento Sarcástico:
“Se o C: fosse uma pessoa, teria mais de 40 anos, usaria camisa xadrez e ainda se lembraria do barulho do drive de disquete carregando o sistema.”