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Galaxy Book 4 Ultra: o notebook que humilha MacBook em potência bruta (mas pede tomada o tempo todo)

A Samsung finalmente resolveu brincar de verdade no segmento premium. O Galaxy Book 4 Ultra chega ao Brasil como o notebook mais forte que a marca já vende por aqui, custando entre R$ 12 e R$ 13 mil, e trazendo uma combinação rara: Intel Core Ultra 9, RTX 4070 dedicada e tela OLED touchscreen de 16 polegadas. A pergunta que não quer calar é simples: será que essa potência toda sobrevive no mundo real, ou é só benchmark inflado para impressionar no papel? Testamos a fundo e a resposta é: sim, ele entrega absurdos de performance… desde que você esteja perto de uma tomada.
Construção e design: parece MacBook, mas não tem medo de porta
O corpo é inteiramente em alumínio, inclusive a tampa inferior, algo que a maioria dos Windows premium ainda economiza. O acabamento é impecável, com dobradiças firmes e visual limpo que engana fácil quem vê de longe: já ouvi “novo MacBook?” mais de uma vez.
Pesa 1,86 kg e tem 1,69 cm de espessura, números excelentes para um notebook com RTX 4070 dentro do chassi tão fino. A refrigeração é discreta, com saídas de ar escondidas na dobradiça, e o ruído das fans só aparece mesmo quando a GPU entra em cena pesada.
Conectividade: aqui o MacBook chora no cantinho
Enquanto a Apple insiste em duas ou três USB-C e coragem, a Samsung jogou o livro inteiro de portas:
• 2× Thunderbolt 4
• 1× HDMI 2.1
• 1× USB-A 3.2
• Leitor de cartão microSD
• P2 para fone/microfone
Resultado? Você conecta monitor 8K, eGPU, pendrive antigo e carregador ao mesmo tempo sem precisar de hub. Para criadores Windows, isso é qualidade de vida que não tem preço.
A tela que faz você esquecer que OLED existe em notebook
Aqui mora o grande trunfo do Galaxy Book 4 Ultra. Painel AMOLED 16" 2880 × 1800, 120 Hz variável, toque e números medidos que assustam:
• Brilho real: ~397 nits (SDR) e até 650 nits em HDR
• Contraste: 9.360:1
• 100% sRGB | 98% DCI-P3 | 98% Adobe RGB
• Tempo de resposta ridículo de 0,02 ms
Na prática, é a melhor tela já colocada em notebook Windows em 2025. Preto absoluto, cores vivas sem exagerar, reflexo controlado e toque preciso. Edição de foto, vídeo 4K HDR, color grading: tudo voa com fidelidade absurda. Nota 10 sem discussão.
Teclado, touchpad e extras: Samsung aprendeu a lição
Teclado estilo chiclete com curso curto, mas bom feedback e numérico dedicado (coisa rara em 16"). Touchpad gigante de vidro, preciso e com haptic excelente. Webcam 1080p discreta, microfones decentes e leitor de digital no botão power. A adição do toque na tela é cereja do bolo para quem gosta de rabiscar no Photoshop ou navegar rolando com o dedo.
Desempenho: monstro na tomada, mortalha na bateria
CPU – Intel Core Ultra 9 185H (16C/22T)
Na tomada entrega desempenho de desktop:
• Cinebench R23 multi-core: ~19.000 pontos
• Multitarefa pesada (Premiere + After + 50 abas Chrome) sem engasgo
Na bateria o PL cai agressivamente e o score despenca para ~11.000 pontos. É o preço da arquitetura x86 versus Apple Silicon.
GPU – RTX 4070 80 W: aqui o MacBook Pro vira piada
Testes reais falam mais que slide:
• Cyberpunk 2077 (alta, RT on, DLSS Quality, 2880×1800): 50–60 FPS estáveis
• Mesmo jogo em Full HD interno: fácil 90–100 FPS
• Blender Classroom (Cycles): ~4 minutos render
• DaVinci Resolve 4K timeline com NR e color: export 3× mais rápido que M2 Max em teste lado a lado
Temperatura da GPU fica em 83 °C sob carga máxima, barulho aceitável. Resumindo: é o notebook Windows mais rápido para criação pesada e jogos que você compra hoje.
Bateria: o calcanhar de Aquiles que ninguém esconde
73 Wh parece generoso, mas a realidade é cruel:
• Uso leve (Office, navegação, brilho 50%): 4,5–5 horas
• Edição de vídeo com GPU ativa: 3–3,5 horas
• Jogos: menos de 2 horas
Desligando a RTX 4070 e forçando a Intel Arc integrada sobe para ~6 horas no máximo. Comparado aos 18–20 horas reais de um MacBook Pro M3 Max, é uma surra histórica em eficiência. Se você vive fora da tomada, fuja.
Áudio AKG: surpreendentemente bom
Quatro alto-falantes afinados pela AKG entregam volume alto, graves presentes e separação estéreo decente. Dá para usar como caixa de som em quarto sem vergonha.
Análise da equipe: notas finais (escala 0–10)
• Design e construção: 9,5
• Tela: 10
• Desempenho plugado: 10
• Desempenho na bateria: 5,0
• Conectividade: 9,8
• Teclado/touchpad: 8,8
• Áudio: 8,5
• Autonomia: 4,5
• Custo-benefício (R$ 12–13 mil): 8,0
Média ponderada: 8,7
Conclusão: potência de desktop com alma de notebook (e plugue obrigatório)
O Galaxy Book 4 Ultra é o notebook Windows dos sonhos de quem precisa de RTX 4070, tela OLED perfeita e portas de verdade, sem abrir mão de construção premium. Ele humilha qualquer MacBook em desempenho gráfico bruto, jogos e flexibilidade, mas leva uma surra histórica em autonomia e eficiência energética.
Se o seu fluxo é 90% na mesa com tomada por perto (estúdio, escritório, home office), compre sem pensar duas vezes. Se você vive de aeroporto e cafeteria, o MacBook ainda reina absoluto.
E assim a Samsung prova que sabe fazer notebook monstro… só esqueceu de ensinar ele a viver sem fio, como todo bom PC gamer old school sempre fez.
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