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Review Galaxy A57 5G: Samsung refina seu melhor intermediário, mas joga seguro demais

Review Galaxy A57 5G: Samsung refina seu melhor intermediário, mas joga seguro demais

O Galaxy A57 5G é exatamente o tipo de smartphone que mostra como a estratégia da Samsung mudou nos intermediários. Em vez de tentar reinventar a linha Galaxy A a cada geração, a fabricante escolheu aprimorar uma fórmula que já funcionava: tela AMOLED de qualidade, construção acima da média, câmeras previsíveis, software bem resolvido e muitos anos de atualização.

O problema é que essa abordagem também cobra seu preço.

Quem coloca um Galaxy A57 ao lado do A56 encontra um celular melhor. Mais fino, mais leve, mais resistente e mais rápido. Mas dificilmente encontrará alguma característica capaz de provocar aquela sensação de salto geracional.

O A57 é evolução. Não revolução.

E isso não significa necessariamente que seja um produto ruim.

Muito pelo contrário.

O Galaxy A finalmente emagreceu

Uma das mudanças mais perceptíveis está justamente onde normalmente não prestamos atenção olhando apenas a ficha técnica.

O Galaxy A57 mede **6,9 mm de espessura e pesa 179 gramas**. Para um smartphone com tela de 6,7 polegadas e bateria de 5.000 mAh, é um conjunto surpreendentemente fino.

Comparado ao A56, o resultado é um aparelho que transmite uma sensação bem mais refinada na mão.

A Samsung também aumentou a proteção contra água e poeira para **IP68**, enquanto o aparelho mantém Gorilla Glass Victus+ e uma construção que se aproxima visualmente da família Galaxy S.

É provavelmente uma das melhores decisões desta geração.

Não porque 0,5 mm a menos transforme a experiência de uso, mas porque peso, espessura e acabamento são percebidos todas as vezes que você pega o telefone.

O Galaxy A57 parece menos "intermediário" do que seus antecessores.

A tela continua sendo um dos grandes motivos para escolher um Galaxy A

Aqui a Samsung simplesmente decidiu não mexer demais no que já funcionava.

São **6,7 polegadas**, resolução **2.340 × 1.080 pixels**, painel **Super AMOLED Plus** e taxa de atualização de até **120 Hz**.

Na prática, é uma combinação excelente para consumo de conteúdo.

Rolagem de páginas e redes sociais é fluida, vídeos têm ótimo contraste e os pretos característicos do OLED continuam dando ao aparelho aquela percepção de qualidade que telas LCD dificilmente conseguem reproduzir.

Também é uma tela suficientemente grande para YouTube, streaming e jogos sem transformar o telefone em um tijolo graças à redução de peso do novo projeto.

Não é a tela mais brilhante ou tecnologicamente avançada do mercado, e alguns concorrentes já conseguem números de brilho superiores. Ainda assim, avaliações independentes colocam o display entre os pontos mais fortes do A57.

É aquele caso clássico de "não precisava inventar".

Exynos 1680: o A57 ficou mais rápido, mas não virou um celular gamer

Dentro do Galaxy A57 está o novo **Exynos 1680**, acompanhado por **8 GB de RAM na versão brasileira de 256 GB**. A CPU utiliza configuração octa-core com frequências chegando a 2,9 GHz.

É uma melhoria real sobre o Exynos 1580 do A56.

Testes do Notebookcheck apontaram ganho de aproximadamente **16% em desempenho multi-core** sobre a geração anterior. O resultado é um aparelho bastante rápido em tarefas cotidianas: navegador, redes sociais, câmera, edição simples, aplicativos bancários, multitarefa e alternância entre programas não representam qualquer desafio significativo.

Mas é preciso colocar o Exynos 1680 no lugar certo.

Ele é um bom processador intermediário.

Não é um Snapdragon topo de linha disfarçado.

Jogos populares funcionam bem, inclusive títulos relativamente pesados, mas quem procura taxas de quadros elevadas, gráficos no máximo e desempenho sustentado encontrará opções mais agressivas em fabricantes que priorizam potência bruta.

No PUBG Mobile, por exemplo, testes independentes registraram aproximadamente 40 fps em determinadas configurações. O A57 também pode ultrapassar 40 °C sob carga prolongada, embora sem apresentar comportamento térmico considerado preocupante.

Para jogador casual, funciona muito bem.

Para jogador competitivo, não é a primeira escolha.

Câmeras: boas fotos, poucas novidades

A câmera principal utiliza sensor de **50 MP com abertura f/1.8 e estabilização óptica de imagem**. Ao lado dela estão uma ultrawide de **12 MP** e uma macro de **5 MP**. Na frente, a câmera possui **12 MP**.

A câmera principal é competente.

Com boa iluminação, produz imagens detalhadas, cores agradáveis e aquele processamento característico da Samsung, geralmente um pouco mais vibrante que a realidade.

À noite, o processamento melhorado ajuda a recuperar detalhes e controlar ruído, embora o A57 ainda não entre no território dos melhores celulares fotográficos.

E existe um problema evidente.

A câmera macro de 5 MP está ali.

De novo.

Ela funciona, claro, mas parece muito mais uma maneira de escrever "três câmeras" na ficha técnica do que um elemento realmente importante do conjunto. O Tom's Guide também considerou a macro um dos pontos fracos do aparelho.

Uma teleobjetiva simples provavelmente seria infinitamente mais útil.

Esse talvez seja o maior desperdício do sistema fotográfico.

E o zoom?

É digital.

A Samsung especifica **zoom digital de até 10 vezes**, mas não existe câmera teleobjetiva dedicada.

Isso cria uma diferença importante entre o A57 e aparelhos mais sofisticados.

Em 1x, o conjunto funciona muito bem.

A ultrawide também amplia as possibilidades.

Mas aproximar assuntos distantes rapidamente revela que estamos diante de um intermediário.

O próprio Tom's Guide apontou a ausência de um zoom óptico como uma das limitações da câmera frente a determinados concorrentes.

Para vídeo, 4K — mas só a 30 fps

O Galaxy A57 grava em **4K a 30 quadros por segundo**. Também há câmera lenta em até 240 fps em resolução HD.

É suficiente para vídeos familiares, redes sociais, viagens e produção casual.

Mas aqui novamente aparece o conservadorismo da Samsung.

Em 2026, seria perfeitamente razoável esperar 4K60 em um aparelho desta categoria.

Não é uma deficiência grave.

É apenas mais um daqueles pequenos detalhes que lembram constantemente onde a Samsung colocou a linha divisória entre o Galaxy A e o Galaxy S.

5.000 mAh: capacidade boa, autonomia poderia ser melhor

A bateria possui **5.000 mAh**, exatamente o tamanho que esperamos atualmente de um smartphone Android dessa categoria. A Samsung estima até 29 horas de reprodução de vídeo.

O problema aparece quando olhamos testes independentes.

Apesar de manter a mesma capacidade do A56, o Galaxy A57 apresentou autonomia inferior ao antecessor em medições realizadas pelo Notebookcheck. Foi, inclusive, apontada como uma das principais decepções do aparelho.

Isso não significa bateria ruim.

Para uso convencional, o A57 continua perfeitamente capaz de atravessar uma jornada de trabalho.

Só não existe aqui o avanço que seria esperado de uma nova geração.

É estranho ter um processador mais novo, arquitetura atualizada e bateria do mesmo tamanho e terminar com autonomia inferior.

Carregamento de 45 W: suficiente, mas a concorrência correu mais

O carregamento rápido chega a **45 W**.

Dentro do ecossistema Samsung, é uma potência respeitável.

O problema é olhar para fora dele.

Fabricantes chinesas já trabalham há algum tempo com 67 W, 80 W, 90 W, 100 W ou mais em aparelhos que disputam praticamente o mesmo comprador.

Existe uma discussão legítima sobre degradação da bateria, temperatura e necessidade real dessas potências absurdas.

Mas objetivamente, 45 W já não impressionam.

É suficiente.

Só isso.

O detalhe que realmente incomoda: USB 2.0 em 2026

Aqui a Samsung merece uma puxada de orelha.

O Galaxy A57 utiliza conector USB-C, naturalmente, mas a interface de transferência continua limitada ao padrão **USB 2.0**.

Isso parece irrelevante até alguém tentar copiar dezenas de gigabytes de vídeos para um computador.

Em um smartphone de 256 GB lançado em 2026, continuar limitado a USB 2.0 é difícil de justificar.

É uma economia invisível na propaganda, mas bastante visível para quem utiliza o celular como ferramenta de trabalho.

Pelo menos a conectividade sem fio está em dia

O A57 possui **Wi-Fi 6E com suporte à faixa de 6 GHz, Bluetooth 6.0, NFC, 5G e eSIM**, além da possibilidade de trabalhar com diferentes combinações de SIM físico e eSIM.

Aqui o conjunto é bastante completo.

E talvez seja exatamente esse o perfil do A57: ele raramente oferece a especificação mais absurda do mercado, mas dificilmente deixa faltar algo importante para o usuário convencional.

256 GB fazem diferença

A configuração de **256 GB com 8 GB de RAM** é provavelmente a mais equilibrada da linha.

Dos 256 GB anunciados, a Samsung informa aproximadamente **234 GB disponíveis ao usuário**, considerando o espaço reservado pelo sistema e pelos aplicativos pré-instalados.

Para fotos, vídeos, aplicativos e alguns jogos grandes, é uma quantidade muito mais confortável do que os 128 GB que ainda aparecem em vários intermediários.

É especialmente importante porque armazenamento deixou de ser apenas questão de quantidade.

Fotos são maiores.

Vídeos em 4K são enormes.

Jogos facilmente ultrapassam dezenas de gigabytes.

Em 2026, 256 GB começam a parecer o ponto ideal para quem pretende ficar vários anos com o mesmo aparelho.

E é justamente aí que aparece uma das maiores vantagens da Samsung

Software.

O Galaxy A57 chegou com a experiência atualizada da One UI e recursos de inteligência artificial integrados ao sistema. Mais importante do que os truques de IA, porém, é a política de suporte.

A Samsung promete **seis gerações de atualizações do Android e seis anos de atualizações de segurança** para o aparelho.

Isso muda a matemática da compra.

Um processador concorrente pode produzir 20% ou 30% a mais em benchmark.

Mas se o usuário pretende ficar cinco anos com o telefone, atualizações, segurança, peças, assistência e maturidade do software passam a pesar tanto quanto números de desempenho.

É uma área em que a Samsung construiu uma vantagem considerável.

Galaxy A57 contra Galaxy A56: vale trocar?

Para quem já possui um Galaxy A56, provavelmente não.

O A57 é mais fino.

É mais leve.

Tem proteção IP68.

O processador é mais rápido.

A conectividade evoluiu.

O processamento das câmeras melhorou.

Tudo isso é verdade.

Mas câmera, bateria, tela e boa parte da experiência cotidiana permanecem próximas demais da geração anterior. Reviews independentes também convergem justamente nesse ponto: o A57 é um aparelho competente, mas conservador.

Trocar um A54 ou A55 pelo A57 já é outra história.

Trocar um celular intermediário de três ou quatro anos atrás, mais ainda.

Mas sair correndo do A56 para o A57 seria gastar muito dinheiro para perceber relativamente pouca diferença.

O curioso paradoxo do Galaxy A57

O Samsung Galaxy A57 é simultaneamente fácil de recomendar e fácil de criticar.

Isso parece contraditório, mas não é.

Ele é fácil de recomendar porque praticamente tudo funciona bem.

A tela é excelente.

A construção é ótima.

O desempenho cotidiano é rápido.

A câmera principal é competente.

Há IP68.

Há 5G, eSIM, NFC e Wi-Fi 6E.

São 256 GB.

O software é maduro.

E haverá atualizações durante muitos anos.

Ao mesmo tempo, é fácil criticá-lo porque quase nenhuma dessas características é realmente ousada.

O carregamento poderia ser mais rápido.

A bateria poderia durar mais.

A macro poderia finalmente desaparecer.

Poderia existir uma teleobjetiva.

O USB poderia abandonar o padrão 2.0.

O processador poderia competir melhor com os chips mais fortes da categoria.

E uma geração chamada A57 poderia ser mais diferente do A56.

Veredito PixBugTech

O **Galaxy A57 5G é um dos intermediários mais completos da Samsung, mas também um dos exemplos mais claros de como a empresa prefere evolução gradual a apostas arriscadas.**

É o celular para quem quer comprar, usar e simplesmente não pensar muito no assunto durante os próximos anos.

Ele não ganhará campeonato de benchmark.

Não é o rei das câmeras.

Não possui o carregamento mais rápido.

Não tem a maior bateria.

E definitivamente não representa uma revolução sobre o A56.

Mas entrega algo que especificações isoladas nem sempre conseguem mostrar: **equilíbrio**.

Tela excelente, bom desempenho, construção premium para a categoria, IP68, câmera principal competente, armazenamento generoso, conectividade moderna e seis anos de suporte formam um pacote difícil de encontrar reunido em um único aparelho.

O maior adversário do Galaxy A57 talvez nem seja Xiaomi, Motorola, Poco ou Nothing.

É o próprio Galaxy A56.

Quem já tem o antecessor pode tranquilamente esperar mais uma geração.

Para quem está vindo de um aparelho mais antigo, porém, o A57 representa exatamente aquilo que a linha Galaxy A aprendeu a fazer muito bem: **não ser excepcional em apenas uma coisa, mas ser muito boa em quase todas.**

**Nota PixBugTech: 8,3/10**

**Pontos fortes:** tela Super AMOLED Plus de 120 Hz, construção fina e leve, IP68, bom desempenho cotidiano, câmera principal com OIS, 256 GB, Wi-Fi 6E, eSIM e suporte prolongado.

**Pontos fracos:** evolução pequena sobre o A56, câmera macro pouco útil, ausência de teleobjetiva, autonomia abaixo do esperado em alguns testes, USB 2.0 e desempenho em jogos inferior aos modelos mais agressivos da categoria.